Mulher é flagrada ao tentar entrar em presídio no Recife com 1,6 quilo de drogas junto ao corpo

domingo, julho 09, 2017
Uma mulher foi presa em flagrante, na manhã deste sábado (8), ao tentar entrar com 1,6 quilo de drogas no Complexo Penitenciário do Curado, na Zona Oeste do Recife. Ela estava com pacotes de maconha e crack presos ao corpo e entregaria os entorpecentes ao marido, que está detido em uma das três unidades prisionais.

De acordo com a Secretaria-Executiva de Ressocialização de Pernambuco (Seres), a prisão ocorreu no Presídio Agente Marcelo Francisco de Araújo (Pamfa). O flagrante foi feito às 11h, no momento em que as visitantes entravam para a visita íntima.

A mulher foi levada para a Delegacia de Jardim São Paulo, também na Zona Oeste. Ela será autuada por tráfico de drogas.

No dia 26 de junho deste ano, um preso morreu durante uma confusão no Complexo Prisional do Curado. Dois agentes penitenciários também ficaram feridos. Um vídeo enviado ao WhatsApp da Globo mostra o momento em que houve o tumulto.

O Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, informou que a confusão se originou em uma tentativa de fuga. Os presos tentaram escapar pela gaiola [área administrativa] e os agentes reagiram para evitar. A chamada 'gaiola' é uma áera entre duas grades de proteção, que dá acesso a área interna e outra permite a saída do presídio.

 Problemas frequentes

O Complexo do Curado tem três unidades e um histórico de problemas. Até o dia 16 de junho, segundo a a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), já haviam sido registradas cinco mortes de detentos, dentro de unidades prisionais do Estado. O último caso havia sido o de um reeducando morto a pedradas no Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (Pjallb).

A superlotação do Complexo do Curado foi um dos problemas constatados durante a visita da comitiva da Organização dos Estados Americanos (OEA) durante inspeção realizada em junho do ano passado. Representantes de organizações que denunciaram a situação do presídio apontaram ainda a permanência de violações dos direitos humanos, apontadas desde 2011, por um grupo liderado pela Pastoral Carcerária do Estado.

G1PE



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