A assembleia geral, a princípio, só trataria de assuntos administrativos. Assim, não haveria a necessidade de representantes das equipes, como previsto na Lei Pelé. Entrou na pauta, porém, uma mudança no estatuto que afetaria diretamente o processo eleitoral da CBF, diminuindo o poder dos clubes e aumentando a força das federações estaduais.
Foram atribuídos pesos diferentes para as organizações regionais, clubes da primeira e da segunda divisões. Os votos das federações passaram a ter peso 3; os dos clubes da Série A, peso 2; e os das equipes da Série B, peso 1.
Diante deste fato, o promotor também pediu que as deliberações do encontro fossem anuladas. Caso a Justiça inicie o processo, o presidente Marco Polo del Nero e os vices-presidentes podem ser retirados de seus cargos cautelarmente. A CBF afirmou não ter sido "notificada de nenhuma ação sobre esse caso".
A investigação começou depois de o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), relator da lei de responsabilidade fiscal no futebol (Profut), entrar com uma representação no MP-RJ contra a assembleia dias depois do encontro. À época, a CBF se defendeu em comunicado. A entidade alegou ter "respaldo jurídico para convocar assembleias-gerais administrativas só com a presença das 27 federações", e "os clubes só devem participar das assembleias-gerais eleitorais".
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