Hemobrás: cautelar do TCU dada como certa

sábado, julho 15, 2017
Do encontro com os ministros do TCU, na quarta-feira, parlamentares pernambucanos saíram com uma expectativa de que uma medida cautelar do órgão pode inviabilizar a proposta do ministro da Saúde, Ricardo Barros, de construir uma fábrica de hemoderivados em Maringá (PR), o que equivaleria a um desmonte da unidade da Hemobrás de Goiana. Pelo sentimento de deputados, a resposta do TCU deve sair “logo”. Na tarde de ontem, informações de bastidores davam conta de que o procurador do MP junto ao TCU, Marinus Marsico, dera entrada no pedido de cautelar. A medida visa a impedir que seja rescindido o contrato da Hemobrás com a atual parceira para a produção do fator VIII recombinante: a empresa Shire.

A cautelar inibiria a negociação que o ministro está propondo. Entre deputados e senadores pernambucanos, predomina o entendimento de que o TCU intervirá e o resultado pode ser favorável à manutenção da fábrica em Pernambuco. Além dos ministros pernambucanos, Ana Arraes e José Múcio, participaram da reunião com a bancada o presidente Raimundo Carreiro, o relator, Augusto Nardes, e o procurador Marinus Marsico. O Ministério Público junto ao TCU havia ficado de analisar a negociação a respeito da construção da fábrica em Maringá. A proposta do ministro é formar um consórcio entre os laboratórios públicos estaduais Butantã (SP), Tecpar (PR), a Hemobrás e a empresa suíça Octapharma. A reação dos parlamentares se dá porque o investimento feito em Pernambuco já foi de mais de R$ 800 milhões, o empreendimento, sequer, foi concluído e corre risco de sofrer desmonte.

FolhaPE

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