"Acertamos [zona do euro e FMI] que o terceiro programa grego (2015-2018) será o último com a participação do FMI", disse o ministro, conhecido por sua intransigência no que se refere a uma reestruturação da dívida grega.
A instituição, que participou dos dois primeiros empréstimos internacionais concedidos à Grécia, permanece no terceiro plano de resgate, mas se nega a dar mais dinheiro, se a zona do euro não decidir aliviar a dívida grega. Hoje, essa dívida alcança 180% do PIB. O Fundo alega que o alívio permitirá dar um novo impulso à economia grega.
Segundo o ministro alemão, "as regras do FMI são adequadas para um país que dispõe de sua própria moeda, mas não para um país-membro de uma união monetária". Membro da zona euro, "a Grécia tem dificuldades para ser competitiva em relação à paridade monetária", explicou Schäuble.
Segundo ele, os empréstimos internacionais concedidos a Atenas desde a explosão da crise da dívida em 2010, em troca de duras medidas de austeridade, "conseguiram alguns resultados, mas não resolveram o problema".
FOLHAPE



