Foram recuperados o telhado, as paredes e o piso. Foram substituídas as redes elétrica e hidráulica. Contudo, em meio ao processo final de reforma, a equipe de restauro percebeu que as rachaduras, que haviam sido tapadas com reboco, voltaram a aparecer. As pedras do arco desencaixaram. A parede da janela que fica em cima da porta principal também está se deslocando.
O arquiteto Jorge Tinoco explica que a principal suspeita é que o problema tenha sido provocado por infiltrações de água e da rede de esgoto na fundação. “O que se nota é que tem um trabalho acelerado de movimentação dessas rachaduras. Elas continuam, prosseguem. Então, o monumento está nos mostrando o que está acontecendo com ele”, explica.
Entretanto, são necessários estudos mais completos e monitoramento com equipamentos para calcular o deslocamento para definir o orçamento e o tamanho do prejuízo. “Já estamos tomando as providências com muita responsabilidade e com uma assessoria técnica também bem especializada. Esse é o nosso objetivo”, pontuou Frei Rinaldo, presidente da Comissão Pastoral para Cultura da Arquidiocese de Olinda e Recife.
A igreja já funcionou como catedral. “Daí a importância eclesiástica, histórica e artística dela. É uma pérola preciosa do Barroco Rococó Pernambucano e nacional”, ressalta Frei Tito.
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