Na cidade pernambucana de Palmares, onde a precipitação chegou a 192 milímetros nas últimas 48 horas, a população está assustada: 17 mil dos 65 mil moradores tiveram de sair dos imóveis onde residem por causa das enchentes e dos deslizamentos. Três escolas estão funcionando como abrigos.
De acordo com informações da prefeitura local, a zona rural foi tão atingida quanto a urbana. Há comprometimento de estradas e pelo menos cinco pontes de pequeno e médio porte foram arrastadas pelas águas. Também houve deslizamento de barreiras na zona rural. Existem famílias desabrigadas e desalojadas.
Uma inundação atingiu um supermercado, que descartou alimentos na rua. Os produtos acabaram disputados entre os moradores.
De acordo com o governo pernambucano, em cada um dos 14 municípios em estado de calamidade será montado um gabinete com representantes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Anteontem, o presidente Michel Temer sobrevoou as áreas afetadas pelas chuvas e autorizou um empréstimo de R$ 600 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para concluir quatro represas, cuja construção foi anunciada em 2010, quando um outro temporal atingiu o Estado.
O governo de Pernambuco mudou a classificação de 14 municípios em estado de calamidade para situação de emergência: Água Preta, Amaraji, Barra de Guabiraba, Barreiros, Belém de Maria, Catende, Cortês, Gameleira, Jaqueira, Maraial, Palmares, Ribeirão, Rio Formoso e São Benedito do Sul. Também foram incluídas as cidades Caruaru, Ipojuca, Joaquim Nabuco, Jurema, Lagoa dos Gatos, Primavera, Quipapá, Sirinhaém, Tamandaré e Xexéu.
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