Uma ventania destelhou casas e assustou moradores de Olinda, no começo da tarde desta quarta-feira (28). Vídeos enviados para o WhatsApp da TV Globo mostram as residências sendo destelhadas e os pedaços das contruções voando na Rua Garanhuns, na Vila Popular, e na Rua Paraná, em Jardim Brasil 1. (Veja vídeo ao lado) http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/ventania-destelha-casas-em-dia-de-chuva-forte-em-olinda.ghtml
A Defesa Civil de Olinda informou que enviou equipes aos bairros para averiguar os estragos deixados pela ventania. Segundo o órgão, o fenômeno registrado no município foi uma tromba d'água. Até as 13h, não havia informações sobre feridos.
Por outro lado, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) descarta a possibilidade de tromba d’água e trabalha com a hipótese de ventos fortes para explicar a derrubada de telhas em Jardim Brasil 1. Apesar de o órgão não conseguir medir a velocidade do vento, a estimativa é de que a rajada tenha atingido 50 quilômetros por hora.
“Normalmente, a tromba d’água é um fenômeno formado apenas sobre corpos aquáticos como mares, lagos e rios. O que se forma sobre terra é o tornado, mas pela análise que fizemos a partir de vídeos, não foi o que aconteceu”, esclarece o meteorologista da Apac Roberto Carlos Pereira.
Mais danos
A chuva desta quarta-feira também provocou a queda de árvores, no Recife. Um dos acidentes aconteceu no terreno do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), na área central. Um trabalhador terceirizado ficou ferido.
De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), choveu em Recife, em média, 50 milímetros, em 14 horas. O ponto da cidade que mais registrou acúmulo de água foi o bairro de Dois Unidos, na Zona Norte. Nas últimas 24 horas, o bairro registrou 61,13 milímetros.
Alagamentos
Por causa da chuva, pontos de alagamentos foram registrados na Avenida Beira Mar, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes. Assim como no limite entre Olinda e o Recife, próximo ao Memorial Arcoverde.
A PE-15, em Olinda, também tinha pontos de retenção por causa da água. Já na Avenida Tabajara, também em Olinda, a pista foi coberta. O alagamento brigou os motoristas a passar perto do canteiro central da via.
G1PE



