O Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, informou que a confusão se originou em uma tentativa de fuga em massa. "Os presos tentaram fugir pela gaiola [área administrativa] e os agentes reagiram para evitar", explicou. A chamada 'gaiola' é uma áera entre duas grades de proteção, que dá acesso a área interna e outra permite a saída do presídio.
O Batalhão de Choque foi acionado para fazer uma varredura no local. Ainda não há informações sobre presos feridos. Testemunhas relataram ter ouvido sons de tiro vindos do presídio durante a manhã.
O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Pernambuco (Sindasp-PE) apontou que os agentes foram socorridos para o Hospital Otávio de Freitas, próximo a unidade. Ainda não há detalhes do estado de saúde deles.
Problemas frequentes
O Complexo do Curado tem três unidades e um histórico de problemas. Até o dia 16 de junho, segundo a a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), já haviam sido registradas cinco mortes de detentos, dentro de unidades prisionais do Estado. O último caso havia sido o de um reeducando morto a pedradas no Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (Pjallb).
A superlotação do Complexo do Curado foi um dos problemas constatados durante a visita da comitiva da Organização dos Estados Americanos (OEA) durante inspeção realizada em junho do ano passado. Representantes de organizações que denunciaram a situação do presídio apontaram ainda a permanência de violações dos direitos humanos, apontadas desde 2011, por um grupo liderado pela Pastoral Carcerária do Estado.
A pastoral vem denunciando uma série de irregularidades na unidade, que envolvem danos à integridade física dos presos, problemas de saúde por falta de cuidados médicos e falta de segurança para os agentes, entre outras. A inspeção foi feita por juízes da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA e representantes das organizações, acompanhados de equipes dos governos estadual e federal.
G1PE



